terça-feira, 22 de setembro de 2015

Depressão: Os desafios do retorno no ambiente de trabalho




O ambiente de trabalho pode gerar um nível de estresse e ansiedade tão alto que o trabalhador adoece. A boa notícia é que existem meios de transformar a empresa em um local saudável e produtivo para que esse talento possa voltar.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão passará da quarta para a segunda colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. Estima-se que 121 milhões de pessoas sofram com a depressão, 17 milhões delas somente no Brasil. 



O caminho até o retorno ao trabalho é difícil, mas possível. O tratamento para a depressão pode associar medicamentos e psicoterapia. Depois de algum tempo, o paciente retoma as atividades cotidianas, mas um dos grandes desafios hoje é reintegrar essa pessoa às suas rotinas de trabalho, especialmente porque é justamente o ambiente corporativo um dos grandes fatores que causam estresse. Assim, é importante verificar também como está a "saúde" deste ambiente.



Uma demanda absurda de trabalho ou a meta de produção acima do limite do trabalhador pode gerar estresse, capaz de detonar uma doença que exija o afastamento. Só tratar não basta. É preciso promover ajustes antes de reinseri-lo à rotina de trabalho, lembrando que a pessoa se encontra em uma situação de maior vulnerabilidade e se for submetida novamente a uma situação de muita ansiedade, de altos níveis de estresse, pode até sofrer crises de esquizofrenia. Para a Saúde do Trabalho, o estresse já é considerado a maior causa de doenças osteomusculares e mesmo a depressão pode evoluir dele.



Dessa forma, uma vez que o paciente consegue superar a fase mais aguda da doença, é fundamental preparar a sua volta ao trabalho. De acordo com a psicóloga e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Sylvia Mara Pires de Freitas, o ambiente de trabalho ideal é aquele onde se equilibram as necessidades das empresas (objetivos, metas e procedimentos) e a singularidade do trabalhador. Essa relação funciona quando os colaboradores tem uma história de vida e projetos pessoais, mas no ambiente corporativo trabalham de acordo com os mesmos valores da empresa.



Sylvia destaca que no caso de trabalhadores afastados por depressão, se o problema está na relação com o trabalho, retirá-lo do ambiente não garante que ao voltar ele estará bem. Um dos erros mais comuns das empresas é adotar métodos de resolução de conflitos com o objetivo de extingui-los, no lugar de mediá-los. O ambiente se torna ruim e gera um trabalhador oprimido, temeroso e frustrado, sob forte estresse e que pode desenvolver transtornos psíquicos, inclusive quadros de depressão. Desse jeito, aquele que já havia sido afetado antes, ao retornar vai voltar à estaca zero e estará sujeito às mesmas complicações.



O problema não é só do trabalhador, mas construído pelas suas relações com o mundo onde também está o trabalho: suas rotinas, colegas, metas, gestores. No processo de retorno, o psicoterapeuta é de grande ajuda para o trabalhador, mas a intervenção não deve parar no indivíduo. "Se ocorrem casos isolados e com pouca frequência em uma empresa, costuma-se achar que o problema não se relaciona com o local, mas isso é um erro. Se ocorreu uma vez, pode ocorrer novamente com a mesma pessoa ou com outras. É preciso avaliar todo o contexto e não o indivíduo de uma maneira isolada", explica Sylvia.



Isso implica em detectar falhas nas relações entre as pessoas e na maneira como a empresa conduz as suas necessidades de mercado em relação às necessidades desses indivíduos. Se não for coletiva, a intervenção será incoerente e ineficiente.



A empresa tem papel fundamental na recuperação do indivíduo. A responsabilidade da empresa é preparar o ambiente para receber de volta esse colaborador e oferecer a ele condições para retomar as atividades.



1)Como organizar a volta desse trabalhador? 

A postura da empresa é essencial no restabelecimento do equilíbrio emocional do funcionário. Caso ele precise se afastar por um período, ao retornar às atividades, as orientações do profissional de Recursos Humanos, de como lidar com esse colaborador nos primeiros meses, são essenciais na readaptação.


2)Como deve ser a retomada das atividades? 

Num primeiro momento o ideal é repassar apenas o necessário; demonstrar interesse pelo colaborador, oferecer ajuda quando preciso. Estas condutas auxiliam na readaptação ao ambiente de trabalho. Outro ponto seria o gestor acompanhar diariamente a desenvoltura do colaborador e se perceber algum desconforto ou situação de estresse, chamá-lo para uma conversa e reavaliar as tarefas a serem desempenhadas. No caso de atitudes bruscas ou inadequadas, que interfiram bruscamente no ambiente, o terapeuta e o RH podem auxiliar.


3)Como a empresa pode se adaptar a essa fase? 

O setor precisa se reorganizar enquanto o colaborador não está totalmente recuperado. Cada empresa tem recursos que melhor lhe servem, podem se utilizar de trabalhadores temporários, redistribuição de funções dentro do setor ou terceirização do trabalho, a fim de cumprir as metas.


4)Como deve ser o tratamento depois da crise?

Em casos de diagnóstico de estresse agudo ou depressão, o funcionário precisa de tratamento psiquiátrico com medicação. O tratamento psicológico é bem-vindo como acompanhamento nessa fase de afastamento. Hoje as medicações estão avançadas e em curto espaço de tempo surtem o efeito desejado. O paciente pode ter uma vida normal e até voltar ao trabalho. É válido lembrar que o tratamento medicamentoso é prescrevido por psiquiatra e não pode ser administrado de outra forma, pois precisa de acompanhamento médico.


5)Há casos de estresse "ambiental", não apenas comportamental. Como prevenir que aconteça com outros?

A empresa deve tomar medidas de precaução no setor que receberá novamente o funcionário, para evitar reincidência. 





Fonte: Hospital Santa Mônica

quinta-feira, 30 de julho de 2015

141 - Centro de Valorização da Vida



O CVV - Centro de Valorização da Vida é uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil. É uma entidade filantrópica sem vinculações políticas ou religiosas que realiza desde 1962 um serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio por telefone (141) e atualmente atua através de outros canais.










sábado, 25 de julho de 2015

Depessão Pós-parto



A chegada de um bebê é sempre um momento feliz na vida de qualquer pessoa. Porém, algumas mães enfrentam um problema que contrasta com essa expectativa normal de alegria: a depressão no pós-parto. Até mesmo quando o bebê nasce saudável, o pai fornece todo o suporte necessário e a família está feliz, é normal que muitas mães sintam, na hora de voltar para casa, melancolia e tristeza. Esses sentimentos podem ser passageiros e diminuir com o tempo. Porém, eles também podem evoluir para um quadro mais grave de apatia e rejeição ao bebê. Para entender um pouco mais sobre a depressão pós-parto, Ivan Morão, psiquiatra do Hospital e Maternidade São Luiz, unidade Itaim, esclarece as principais dúvidas sobre o tema. Confira: 

1. Qual a diferença entre depressão e depressão no pós-parto? 

Em termos de entidade clínica, não existe diferença entre depressão e depressão pós-parto. O que essas classificações determinam é uma depressão dentro de uma época ou episódio. 

2. Por que após o nascimento do bebê algumas mães apresentam depressão pós-parto? 

Além de ser marcado por uma alteração hormonal, o pós-parto é também uma mudança no estilo de vida. Têm mães que entendem a gravidez não como um ganho, mas como uma perda de beleza, espaço, convívio social e relações no trabalho, entre outros motivos. Isso pode desenvolver um quadro depressivo grave que vai fazer com que surja um sentimento de rejeição, algo que está além do quadro hormonal e implica como ela vai lidar com esse novo ser em sua vida. 

3. Quais são os sintomas da depressão no pós-parto? 

São os mesmos da depressão. Entre eles estão variação de humor para o polo negativo, tristeza, apatia, desinteresse, fraqueza, diminuição do apetite, sono perturbado, irritação e baixa autoestima. 

4. A depressão pós-parto causa riscos para o bebê? 

O risco de uma agressão é muito baixo. O maior risco para o bebê é o próprio desinteresse e rejeição da mãe. 

5. A depressão pós-parto tem início quantos dias após o nascimento do bebê? 

A pessoa pode apresentar sintomas até mesmo durante a gravidez, ou a depressão pode surgir duas a três semanas após o parto. 

6. Algumas mulheres têm mais predisposição para a depressão pós-parto? 

Se ela teve um quadro depressivo anterior, a chance de ter novamente é maior. Além disso, se a mulher teve depressão pós-parto em outra gravidez, ela tem 50% de chance de ter novamente. 

7. Quando é necessário procurar ajuda médica? 

Se o quadro for muito grave, no qual já nos primeiros dias a pessoa fica incompatibilizada com o bebê, então tem que buscar tratamento imediato. Mas quando o quadro é mais leve, uma alteração sutil de humor que contrasta com uma expectativa de felicidade, é possível aguardar duas semanas. 

8. Como é feito o tratamento? 

O tratamento tem que ter uma combinação de abordagens entre a psicoterapia e psicofármaco. O medicamento pode mexer na questão da alteração bioquímica, mas tem questões, como a relação entre a mãe e a criança, que o medicamento não vai resolver. 

9. Esses medicamentos podem ser tomados durante a amamentação? Se não, o que deve ser feito? 

Alguns antidepressivos estão há muito tempo no mercado e têm uma certa segurança no seu uso em relação ao bebê. Na amamentação, esses medicamentos têm metabolização mais rápida no corpo da mãe e, por isso, baixa concentração no leite. 

10. A família é importante neste momento? Como pode ajudar a mãe? 

A família é sempre fundamental para dar conforto para a mãe em todos os momentos da vida. Além disso, é importante compreender a situação sem julgamentos. 



Fonte: http://www.bonde.com.br/

sábado, 18 de julho de 2015

Vivendo na montanha russa. A instabilidade do Transtorno Bipolar

 
Transtorno bipolar: a vida na montanha russa
       
 
Primeiro a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. Depois, vêm a animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A primeira impressão é que essas sensações são de duas pessoas, uma depressiva, outra eufórica. Mas, na verdade, trata-se do mesmo homem ou mulher – alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, doença psiquiátrica que atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizada por oscilações abruptas de humor, com episódios de depressão e de mania (o oposto da depressão).
 
A doença mental está entre as dez que mais afastam os brasileiros do trabalho. Ocupa o terceiro lugar na lista, depois da depressão e da esquizofrenia, conforme levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2007. “O humor é o pano de fundo da nossa vida emocional. Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa. O humor pode oscilar muito e de forma muitas vezes independente do que ocorre ao redor. Os acontecimentos influenciam de forma nem sempre previsível. Se morre alguém, imagina-se que a pessoa fique triste, mas o bipolar pode entrar numa crise de euforia, ficar ‘elétrico’, ou mesmo irritável e não porque não gostava da pessoa, mas porque o estresse desencadeou uma instabilidade da doença. Por isso, o transtorno é imprevisível”, explica Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
 
Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa
Uma das principais evidências de que a doença está relacionada às reações químicas do cérebro é que os remédios dão resultado. Entretanto, o mecanismo de funcionamento da doença é um processo extremamente complexo. Ainda não há certezas sobre neurotransmissores ou reações químicas que estejam envolvidas no desencadeamento da doença. O que se sabe é que alterações da serotonina e da noradrenalina cerebrais estão relacionadas à depressão e a dopamina é o neurotransmissor mais relacionado aos episódios de mania.
 

Gangorra de sentimentos

 
 
Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo “Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo o que estivesse fazendo e sair correndo para casa. Porque era insuportável continuar. Eu me jogava na cama e apertava o edredom contra meu peito, a sensação era que ele estava completamente aberto, sem nenhum tipo de proteção e coisas poderiam escapulir dali. Doía muito e o cobertor me dava segurança. Pouco depois, soube que isso se chamava angústia.” Esse é um trecho do livro Não Sou Uma Só: Diário de Uma Bipolar, de Marina W. (editora Nova Fronteira). Trata-se de uma autobiografia que traz as alegrias e as angústias dessa jornalista, que só descobriu ser bipolar depois de casada e mãe de dois filhos, segredo guardado por ela durante mais de 20 anos. O diagnóstico tardio, inclusive, é um dos principais problemas no tratamento. Ainda é muito comum o paciente ser visto apenas como depressivo quando, na verdade, vai de um extremo a outro.
 
A transição abrupta entre as fases depressivas e maníacas é chamada pelos médicos de virada de humor. Os episódios de mania e depressão podem variar em dias, semanas ou até meses. “Os bipolares também têm fases de normalidade”, afirma o dr. Nicastri.
 
Durante a depressão, as sensações são de diminuição da energia, redução ou até incapacidade de sentir prazer, melancolia, desesperança e pensamentos pessimistas ou negativos, que podem incluir a idéia de suicídio. Os episódios de mania geralmente envolvem sensação aumentada de energia e poder, aceleração da velocidade do pensamento, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandiosidade e comportamentos desinibidos e pouco críticos, que podem resultar em gastos excessivos, por exemplo. Muito do que se faz nessa fase, os bipolares nem sequer sonhariam em fazer no estado normal de humor.
 
Para desencadear uma crise não há motivos ou situações específicas. O estopim pode estar relacionado ao estresse, tanto positivo quanto negativo. Perder o emprego, separar-se ou mesmo casar-se e receber uma promoção no trabalho podem ser fatores com potencial para provocar uma crise de mania ou depressão. “Nos pacientes em tratamento, o uso irregular ou mesmo a interrupção da medicação são um fator importante para que novos episódios da doença voltem a se manifestar”, enfatiza o dr. Nicastri.
 

Diagnóstico na balança

 
 
Existe uma tendência de que, em uma mesma família, haja várias pessoas com diagnóstico da doença, o que sugere uma grande participação genética nesse transtorno. Entretanto, ainda não há comprovações científicas. Os fatores ambientais também interferem na manifestação do problema.
O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores “O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores”, explica o psiquiatra. Hoje, o ritmo de vida é mais acelerado, o acesso e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas que interferem no humor são mais fáceis, por exemplo.
 
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para o paciente, sua família e amigos. O fato é que alguém que tenha depressão vai procurar ajuda porque se sente mal. Porém, a pessoa que passa por crises de euforia sente-se muito bem – até demais – para achar que esse estado inspire cuidados médicos. Isso pode atrasar a procura por ajuda e, consequentemente, o tratamento.
 
É uma barreira explicar e convencer alguém de que aquele estado de energia intensa, por mais agradável que pareça, é uma doença, por conta dos riscos a que a pessoa se expõe, como a impulsividade que leva a comportamento sexual desinibido, entre outros atos impensados.
Familiares e amigos podem ajudar o psiquiatra nesses casos, sinalizando comportamentos não habituais. Nos casos de gradação leve da doença, a chamada hipomania – quando o paciente é tímido e se torna extrovertido, por exemplo –, quem convive com a pessoa deve sinalizar ao médico que normalmente ela não se comporta daquela maneira. Entretanto, para o paciente é difícil perceber que essas mudanças no comportamento são manifestações do transtorno, mesmo que em grau leve.
 
Embora a doença apareça mais frequentemente no fim da adolescência ou início da vida adulta, crianças e adolescentes também podem sofrer com esse transtorno. Nos EUA, o número de diagnósticos de bipolaridade entre crianças e adolescentes cresceu 40 vezes na última década. A hipótese para esse aumento é a maior conscientização de médicos sobre o transtorno ou ainda um possível excesso de diagnóstico, em que uma criança mal-humorada pode ser tratada como doente.
 

Medicamentos e terapia: o caminho para uma vida normal

 
 
Assim como uma série de outras doenças, o transtorno bipolar não tem cura, mas controle. É como ter hipertensão ou diabetes: a doença continua ali, mas o paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal. “Queremos que o paciente seja o gerente de sua saúde para reconhecer uma estabilidade ou piora da doença, além de tomar os remédios corretamente”, esclarece o dr. Nicastri.
 
Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. Algumas vezes, podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor.
 
O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento.
Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do controle.
 
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vai ao cinema no final de semana? Tenho uma dica de filme!

 
 
 
O filme é ambientado nos anos 1970, Cameron (Mark Ruffalo) sofre de transtorno bipolar e decide parar de tomar seus remédios, o que faz perder o emprego. A situação força sua esposa, Maggie (Zoe Saldana), a trabalhar em outra cidade. Frente a essa circunstância, Cameron tem de cuidar das duas filhas, sozinho e doente, e luta para fortalecer a relação com a mulher mesmo à distância.
 
Assista ao trailer



domingo, 14 de junho de 2015

Bullying na adolescência pode causar Depressão



O bullying sofrido na adolescência pode ser a causa de depressão em cerca de 30% dos adultos que sofrem com o distúrbio. A afirmação é de uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, que, embora tenha apresentado limitações, conseguiu encontrar uma ligação entre os dois problemas em diferentes fases da vida. Em um estudo observacional, uma equipe de pesquisadores analisou a adolescência e o início da fase adulta de quase 4 mil pessoas.
Os participantes, de 13 anos, responderam a um questionário sobre a ocorrência de bullying durante a fase na qual se encontravam. Quando chegaram aos 18 anos, foram submetidos a mais perguntas, mas dessa vez, sobre possíveis sintomas e casos de depressão.
Dos 683 jovens que sofriam bullying frequentemente - mais de uma vez por semana - aos 13 anos, 14,8% eram depressivos aos 18, em comparação a 7,1% dos 1.446 indivíduos que relataram assédio moral de uma a três vezes durante um período de seis meses.
De acordo com os resultados, apenas 5,5% das pessoas que afirmaram não terem sofrido bullying durante a primeira fase da adolescência eram depressivas. Além disso, cerca de 10,1% do grupo que sofreu intimidações com frequência apresentou depressão por mais de dois anos. Nesse caso, o índice caiu para 4,1% entre as pessoas que não relataram bullying.
O estudo também mostrou que outros fatores comportamentais - problemas mentais, conflitos na família e estresse - também influenciaram os sintomas de depressão em pessoas que sofriam assédio moral com frequência: a tendência de desenvolver o distúrbio no futuro foi duas vezes maior.
Entre os relatos de bullying, os mais comuns foram xingamentos (36%) e pertences levados (23%). E ainda conforme os resultados, a maioria dos participantes contaram que nunca se sentiram à vontade para falar sobre o bullying físico sofrido com pais ou professores. Embora este seja um estudo observacional sem conclusões definitivas sobre causa e efeito, os responsáveis pela análise acreditam que intervenções para reduzir o bullying em escolas podem ajudar a reduzir os níveis de depressão futuramente.

Os resultados foram publicados no The British Medical Journal (BMJ).


Fonte: Jornal Zero Hora